13 de dezembro de 2011

Pensamento fúnebre














Andas triste, não sabes o porquê.
Tens amigos, família e um enorme tédio.

Os ruídos da cidade não te acolhem.

Querias ter nascido em outro tempo, outro lugar.
Só a arte te salvas o viver.

Não acreditas no homem, acreditas em Deus.

Mas ficas tímida se te apanham numa prece.

Questionas a existência, o destino, a tua rotina vazia.


Olhas para o mar, agitado, escuta o chamado
e sequer tens coragem.

8 comentários:

  1. "Mas tens a arte, e a tem como arma".
    Sempre com bons poemas Lidi.

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  2. lidi, há um primor cada vez maior nos teus escritos.
    fico feliz cada vez que te visito e percebo isso.
    um beijo saudoso.

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    1. E eu fico feliz em saber disso. Volte sempre.

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  3. Lidi,

    acho o poema bom,
    ritmo cadenciado
    equilíbrio perfeito entre forma e conteúdo.
    Mas resista a essa melancolia,
    abandone os pensamentos fúnebres
    e se entregue aos gatos
    ainda que os seus pelos a deixem
    em estado deplorável.
    Lembre-se: você não está sozinha no mundo.
    Agora suba à superfície
    e nade até a outra margem.
    Sei que você não se sente cansada
    e,admita, agora você se sente melhor,
    depois de ter nadado um pouco
    e, mais do que isso,
    ter encontrado a outra margem.

    Um terno abraço,

    José Carlos

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    1. Estou tentando, José Carlos. Um abraço terno.

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  4. tem coragem, sim, que questionar é enfrentar com a cabeça no lugar!!
    beijoss

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