29 de novembro de 2011

Outra



















                            
                         Sempre me acusei de ser eu mesmo.
                                        
(Pierre Drieu La Rochelle)

Não sei ser outra
que não eu mesma: angustiada
e triste.

Vivo tentando ser aquela
que não existe:
forte, segura, leve.

E por mais que a este sonho
eu me entregue,
o esforço é vão,
não consigo mudar.

E como é terrível, meu Deus,

– e doloroso – me aceitar.
 

14 comentários:

  1. Tentar ser outro(a),
    acredite,
    é muito mais doloroso.

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    1. Acho que sim, Herculano.
      Um abraço.

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  2. Lidi, querida, você é muitas. Lindamente. Bjs.

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  3. Aceitar o que somos é doloroso, mas fugir do que somos também, Lidi.Sua angústia nos brinda com um belo poema. bjs

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    1. Que bom que gostou do poema, amiga Érica. Bjs

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  4. É um olhar por entre a imagem refletida no espelho Lidi. É um além que poucos conseguem fazer. A grande maioria apenas "olha" rapidamente, como de relance, a sua própria imagem. Ou, mesmo de forma demorada, fica apenas na superficialidade. Aceitando-se serás corajosa. Talvez assim se surpreenda, começando a orgulhar-se de quem verdadeiramente é. Abraço.

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    1. Assim eu espero, Sandra. Obrigada pelo comentário. Bjs

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  5. Oi, Lidi, também passo pelos mesmíssimos conflitos. Bjos

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    1. Pois é, Ângela. Mas vamos seguindo. Bjs

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  6. Somos tantas e nenhuma! Somos buscas insensatas e necessárias! Lindo, amiga! Bjão Sol

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    1. Obrigada, Paula, pelo comentário e pela visita.
      Volte mais vezes! Abraço.

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